Moçambique partilha experiência em regulação responsável da inteligência artificial no Fórum Lusófono – uniquetechmz

Moçambique esteve presente, nos dias 23 e 24 de setembro, no Fórum Lusófono da Governação da Internet, que decorreu em Luanda, Angola, onde partilhou a sua experiência no domínio da regulação da inteligência artificial (IA) com outros países de língua portuguesa.

O país fez-se representar por Lourino Chemane, que integrou o segundo painel do encontro, subordinado ao tema «Da Ética à Implementação: Sandboxes Regulatórias para uma Governação Responsável da Inteligência Artificial no Espaço Lusófono».

Testar antes de regular

A discussão pôs em evidência as «sandboxes» regulatórias, instrumentos que permitem testar, de forma controlada, soluções e modelos de regulação aplicáveis à IA. Na prática, os países podem avaliar riscos, identificar desafios e ajustar as respostas regulatórias à sua realidade jurídica, institucional e setorial antes de as generalizarem.

Um tema que não é novo para Moçambique

A participação em Luanda surge num momento em que a IA está na agenda moçambicana. Lourino Chemane, que preside ao Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), foi também um dos especialistas de Angola, Moçambique e Portugal convidados para um webinar, a 10 de setembro, sobre proteção de dados pessoais, IA e confiança digital nos países lusófonos.

Na edição anterior do Fórum, realizada em Maputo em setembro de 2025, os participantes já tinham apontado a falta de instrumentos linguísticos robustos para as variedades africanas do português e para as línguas locais moçambicanas como um obstáculo ao desenvolvimento de ferramentas de IA, criando um défice de integração nas tecnologias emergentes.

Publicar comentário