INTIC defende transformação digital mais inclusiva – uniquetechmz

O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação alerta que a modernização dos serviços só será bem-sucedida se chegar a todos, independentemente do local onde vivem, da idade ou do nível de literacia digital.

O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) defendeu que o processo de transformação digital em curso no país deve colocar as pessoas no centro, garantindo que ninguém fica para trás à medida que os serviços públicos e privados migram para o ambiente digital.

Na posição divulgada, a instituição sublinhou que a digitalização não pode ser encarada apenas como uma questão de equipamentos e infraestruturas. Para o INTIC, o verdadeiro desafio passa por assegurar que cidadãos, empresas e comunidades têm condições reais de aceder às novas ferramentas, compreendê-las e utilizá-las em proveito próprio.

“Uma transformação digital que exclui parte da população não é uma verdadeira transformação. O progresso tecnológico só faz sentido quando melhora a vida de todos.”Porta-voz do INTIC (declaração ilustrativa)

Os principais obstáculos à inclusão

O INTIC identifica várias barreiras que continuam a limitar a participação de muitos cidadãos na economia e na sociedade digitais:

  • Acesso desigual à conectividade: as zonas rurais e periféricas continuam a ter menos cobertura e serviços de internet mais caros ou menos estáveis.
  • Custo dos equipamentos e dos dados: o preço de telemóveis, computadores e pacotes de dados mantém-se fora do alcance de muitas famílias.
  • Literacia digital insuficiente: faltam competências básicas para usar serviços eletrónicos com segurança e autonomia.
  • Serviços pouco adaptados: plataformas complexas, sem apoio em línguas nacionais ou sem acessibilidade para pessoas com deficiência afastam potenciais utilizadores.

Medidas defendidas

Para inverter este cenário, a instituição defende uma abordagem coordenada entre o Estado, o setor privado, as organizações da sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento. Entre as prioridades apontadas estão o alargamento da infraestrutura de comunicações às regiões menos servidas, o investimento em formação e capacitação digital, e a criação de serviços simples, seguros e acessíveis a todos.

O INTIC salientou ainda a importância de manter canais alternativos de atendimento durante o período de transição, de modo a que as pessoas com menos competências digitais não fiquem impedidas de aceder aos seus direitos e aos serviços de que necessitam.

Jovens, mulheres e comunidades locais

A instituição destacou o papel dos jovens e das mulheres como motores da inovação e da inclusão, defendendo programas que promovam o empreendedorismo tecnológico, a criação de conteúdos locais e a participação das comunidades na definição das soluções digitais que lhes dizem respeito.

Segundo o INTIC, a aposta numa transformação digital inclusiva contribui também para aumentar a transparência, reduzir a burocracia, estimular a competitividade das empresas e abrir novas oportunidades de emprego, desde que acompanhada de políticas que garantam a proteção dos dados pessoais e a segurança dos utilizadores.

A instituição reiterou, por fim, a disponibilidade para colaborar com todos os intervenientes do setor na construção de um ecossistema digital que seja, ao mesmo tempo, moderno, seguro e verdadeiramente ao serviço de todos os cidadãos.

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